Mente pesada Olhar esgotado Revolta e ira Luar amado...
O fumo eleva-se no cimo dos corredores solitários ... Tapetes silenciosos aconchegam os meus passos lentos,atrás de mim encontra-se um vasto desfocar da visão em portas e quartos secretos de paixão.
Almas perdidas destroçadas pelo tempo que as levou,lembranças e recordações desfeitas em pedaços de cristal na agua reflectida em cada canto só. Rumos desconhecidos soprados por um vento calmo orientando-me por um caminho livre e sem destino...assim espero pelo abraço terno que envolve a noite.
Sem rosto... Sem toque... Eu não encontro a melodia perfeita no meu pensamento Sem espaço nem tempo Tudo caí no esquecimento.
As chamas dos sentimentos ardem fazendo cada lágrima secar ou ferver de dor,mas eu sou tão pequeno e frio...arrasto-me constantemente para labirintos de incerteza e perco-me por veias pretas congelando olhares assustados...
As subtis pegadas na neve fresca aclamam baixinho o guardião da minha sanidade...
Tenho um pulso tão fino... Tenho um braço tão leve...
As cortinas do tempo fecham-se nos meus olhos vendados... Domino a dor os cortes e vidros quebrados...
Os palcos são surreais... A luta das marionetas velhas Cada fio um movimento num gesto de sofrimento... Olhos vendados numa alma inibidora Atado em frente ao publico ! Só penso em ti minha musa inspiradora.
Podemos rir... Podemos Gozar... Aproveitem esta ultima actuação , pois quando o pano vermelho descer...a festa acabará para toda a gente.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Pearl Jam - Oceans
Como um toque de esperança que une os nossos sentidos numa rua perdida no tempo...eu tento aclamar os sonhos que passam neste céu escondido envolto de nevoeiro...
Sinto o suave e fresco sabor da mudança , Ventos e Oceanos procuram por mim...tento sentir a todo o momento o que Mundo tem para oferecer.
Não quero voltar a sentir o vazio que se perde por entre a minha alma separada em gotas de chuva fina e frágil...o meu olhar cruza o teu num vasto campo de sensações da condição humana...a distancia nunca será mais forte que as horas perdidas nos meus passos curtos e insignificantes para com a vida.
Quero fazer algo novo , olhar de maneira diferente... Explorar e viver cada momento com o devido valor... Quero acordar...olhar um rosto...ver o meu corpo anoitecer ao teu lado.
Tentarei lutar para o destino mudar , um dia vou-te abraçar...um dia vou chorar... Mas tudo para chegar...amar-te e partir.
A busca da paz no rochedo solitário...ao longe nasce a idade das trevas que nos guia em direcção ao inferno , num repouso de sol posto encontramos a escadaria...surge no pensamento...como será a vida após a morte? Bem no fundo ardem chamas executando o sacrifício das almas... Sub-solo onde habita o diabo , criador das visões do inferno fazendo-me tremer as entranhas.
Oh! Abandonai toda a esperança a vós que entrais...
As galerias circundantes e os corpos da tortura...
Desejam uma alma resgatada?
Então terão de pagar , são as consequências dos pecados...
Exércitos de demónios por toda a parte...é uma PESTE!
Oh!
UM CORPO A SER ASSADO NO ESPETO...MOEDAS LANÇADAS NAS BOCAS LUXURIANTES...ENGULAM PARA FICAREM BEM CHEIOS ESCRAVOS DE MERDA !
EU SOU O ESQUELETO OCO DA AVAREZA...
Vomito o verde nas cascatas condutoras ao seguir o paraíso...é hora de regressar á Terra. A Serpente balança na árvore do conhecimento enquanto o Homem trabalha e a PUTA Mulher dá á luz... Perversa raça humana na busca da vida eterna em dividas de sangue nas palmas das minha mãos... Preciso da agua divinatória...pois o destino foi me reservado...JULGUEM-ME E SERÃO CONDENADOS.
Parabéns ! Almas boas mas imperfeitas as vossas...ainda é longo o vosso caminho até ao Juízo final...
Podem sempre recordar a morte no arco-íris do julgamento...podem ver do cimo os corpos a elevarem-se do chão...é uma dor antecedente na predestinação do mal...é o Inferno vivo da Terra.
O vazio é constante , julgo ter-me perdido nas minhas próprias palavras...
Existem coisas que não voltaram mais atrás...e eu serei sempre a pedra lançada , a palavras dita e uma oportunidade perdida.
A minha escrita santificada e repousada nos cantos sombrios da escuridão... Uma protecção capaz de iluminar o sentido da vida ao acordar num Mundo distante. No sono profundo aguardam-se novas ideias , estarei a sonhar ?
Descobri que os sonhos fazem despertar a alma e sentimentos...
Na vida "real" existe formas de alimentar a pobre alma...
Descobri que a dor pode fortalecer o espírito...será ?
Organizo as ideias e dou por mim na dimensão desconhecida do pensamento e recordações , vivências por lugares nunca antes navegados...rostos surgem sem identificação e o meu corpo treme impotente e fraco...é o medo que me prende solenemente.
Estou numa catedral... O belo silencio e o manto vermelho criam nostalgia no meu olhar... Numa fraqueza tento perceber o que figura de capa vermelha pretende de mim !
Lugares perdidos num sol reflectido e angustiado...é a perda o meu lugar sentado no altar. Ao olhar em redor dou por mim ao teu lado...estavas tão perto mas tão distante do que sinto...
A tua ausência A tua insignificância O desprezo no teu rosto desfigurado...
Mesmo fraco queria ter a tua atenção e amor Foi apenas um sonho... Foi apenas um alimento ilusório para enganar a alma e o significado de ser eterno...
Segue os meus olhos... Não consigo lembrar-me , estou escondido na estrada... A sanidade desfoca no profundo do meu ser.
Como sons descendentes a correrem nas minhas veias finas Abraço os meus pulsos finos de saudade... Perco a clareza e o sentido das palavras Aquelas que aclamavas no teu interior Chamando por mim nas horas frias do teu coração.
Era eu...
Fui eu que escolhi o abismo ! Aguas calmas correm junto aos nossos corpos repousados...
Que corpo gelado era o meu? Que respiração a minha na cidade perdida ao caminhar... Que mão segurava a tua? Era a mão e a ilusão dum amor eterno.
Afasto-me cada vez mais...
É o fim...
Pesadelo criado na minha imagem Viro as costas ao Mundo... Pois não dou nem transmito sentimento Sou um palhaço que dança em frente da morte... Ela sorri tornando-se a minha única companheira.
A vida passa...é tarde , sempre o foi. Assim continuara a ser neste vazio sem sentido Odeio-me na manhã e encontro-me no renascer da noite... O meu olhar fecha-se no pensamento das ilusões...
Deitado no chão sinto a brisa que passa por entre as vegetações calmas... Elas lançam-se ao meu olhar... sinto um certo sabor de partida mas um sentimento me mantém vivo Uma esperança que surge nos meus actos de dor.
Um corpo dorido e imóvel , pés em terra firme e gelada Apelando nas mais altas colinas do pensamento...
Ainda é negro o meu caminho... Pálido olhar ao espelho... Nos contornos pretos de morte Respiro ansiando a noite.
Belo , Puro...Amor...tão puro que acaba por se tornar podre E Morre como qualquer outro sentimento... Amor...
É tão simples como um livro solitário à espera de ser lido Tão simples como um caderno que precisa de ser escrito
É tão simples
Uma realidade tornada a mentira... Uma mentira tornada realidade...
E GRITO ELA ESTA VIVA !
Oh lamento tanto pela ignorância do meu caralho...
Penas leves seguram pesadas mentes... A melodia é escassa quando a dor se apodera de nós... Um Mundo desfeito em diarreias mentais Pesadelos nas ruas amarguradas de solidão...
Sinto a podridão no tecido da minha pele Como o sangue fervente da noite... Oh gato sereno...porque olhas para mim ? Invejo o teu equilibro nas cordas finas do teu olhar...
Detritos da mente...a minha alma esta selada.
Vamos Amor...celebrar para uma floresta nua Aqui é escuro e silencioso... Porque falas baixinho ao meu ouvido? As árvores são testemunhas e guardam segredo dos nossos medos profundos.
Vamos... Caminha por entre esta terra e deixa fluir o teu corpo Por entre duras rochas no teu caminho...
Eu espero por ti...
Para cada topo existe uma queda que nos faz levantar de novo... Conseguiremos alcançar o topo? Aos olhos da Mulher tudo tem definição Mas pouca é a calma nas suaves mentiras...