AOR / GRUNGE / GOTHIC ROCK / ITALO DISCO - 80´s & 90´s

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sábado, 10 de dezembro de 2016

O Cais da desgraça

Vivendo nas profundezas como memoria de peixe...alimentando-se da solidão esperando as horas mortas vagas no seu coração , correntes do sub-solo acumulando tristeza pelos cantos da eternidade dum malfeitor e suas entranhas de sufoco , sou a merda terrestre que ninguém quer...não me afundo.

Descanso em paz a minha mente...talvez seja apenas um sonho ou uma vida sendo essa certamente como mar...sem repousar e sempre com as suas voltas e circuitos de maldição que nos puxa para dentro dele envolto de verdade e razão profunda de alguma existência , espumando raiva e ódio sou abruptamente sucumbido para longe do meu orgulho deixando-me livre mas solitário... fraco e com olhos esmorecidos sem puder alcançar algum tipo de horizonte.

A mesma visão de uma alma atormentada e prisioneira de sonhos perdidos...cais da desgraça entre gaivotas pacificas e sem sentimento esperando alcançar um farol perdido ao entardecer.

Esses dias cinzentos frios de apatia e falta de gloria conduzem-nos aos pensamentos fracassados de tédio sem nenhuma identidade toque ou afeto...pessoas que desistem , talvez sempre tentaram por tempos incertos revelando-nos cada vez mais a constante decadência da condição humana...desvanecida no final por entre brumas e memorias.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Gélidas mãos 
pálido e suave olhar triste pesado nas veias condensadas de dor...
Sabedoria das memorias antigas ,
Perdidas...
Vagueando pelas margens dum rio preto rodeado por plácidas neves , desfocadas na consciência fria da solidão...

Os perfumes são como memorias...
As pessoas evaporam-se...as memorias ficam , porque será que não sinto os seus cheiros ?

Caí a noite...
Ódio , irá !
Sombras aprimoradas pelos caminhos da salvação reflectidas no meu rosto por uma vasta cor vermelha de suores vespertinos que me banham de razão inútil...
Perigoso
Submisso
Reactivo matando de vez o meu ridículo e a vossa estupidez.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Sombras e Névoas

É como uma sombra e névoa que assim o tempo passa...amem ou odeiem pela mesma proporção porque a ideia não é morrer jovem...vi uma vez uma coruja pousando junto à berma duma estrada , perto dum cemitério...é um aviso para paráramos e reflectirmos...estarmos atentos à vida , aos sinais em nosso redor porque a verdade é que morte pode vir a qualquer momento sem nada sabermos sussurrando pela noite...camuflada pela manhã...sacrificada ao entardecer , seguindo o nosso caminho e pegadas através dos tempos.

domingo, 9 de novembro de 2014

Escritos II


As danças e o seu progresso...
Deuses admirando a fogueira do conhecimento como velhos sábios tolos , desejos transformados em realidade no reino da luz , lutas enfadonhas contra o diabo e o seu sangue derramado... , perdemos tempo demais a trabalhar a nossa ascensão e queda.

Arcadas esquecidas , cortinas corridas , ver ou não ver é a questão que nos impõem.

Feitiço conjurado...
Evocamos agora a criatura espiritual...essa pérola de fogo de olhos espelhados divina e reluzente...não sonhem , sejam.

Labirintos...
Na memoria da serpente jaz o mundo...o tempo é um circulo de eternidade definido pelo meu próprio limite do tempo...homens fracos e sem inspiração alcançam os dias da infinidade.

A visão da minha Geração...
Geração do vazio
Nem amor ou ódio no seu beijo de morte...

Eles vão ocultar sempre as sombras
O sol e a sua verdadeira sombra...
A sombra desta época...esqueci-me de comandar a minha própria vida , ruas deprimem...eu sou apenas um lugar vazio.

Vou-me alegrar e sorrir por instantes...ainda tenho as luzes da noite só para mim...saudemos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Escritos


Os ventos sopram nesta manhã intensa e nublosa no alto da montanha solitária e triste como o irromper da aurora , guio por estas estradas de visão fosca e decadente na mais pura silenciosa mente vazia e entorpecida...acompanha-me ó rapariga nesta minha jornada por medos desconhecidos no teu olhar tão negro envolto do meu identificado por almas esquecidas.

Concedo-te as minhas palavras...serei eu sempre um homem de palavra ?

Amo a tua húmida face oculta na derradeira estrada molhada por entre vísceras do desconhecido...pórticos do medo são o meu norte no teu rosto reflectido por quartos onde todas as coisas jazem...és a minha puta selvagem...delicada , cega dum olho e prisioneira dos meus sonhos que toda a verdade ilumina , podia eu olhar em redor assustado pelo submundo dos bosques mas apenas quero parar por momentos e dar forma ao mundo que navegamos , estaremos nós raramente enrolados no sonho da madrugada tão clara como a pálida noite escura...?

Relembro o contra-senso do teu sorriso temendo a morte por horas incertas nestas melodias que nos perseguem...são os sons das águas virgens no horizonte...perdas e danças mortuárias penetrantes de contradição , elementos da terra recolham-me por mantos de eternidade negra e profunda enquanto as minhas vestes são enterradas no reino dos ossos.

Ó rapariga...Ó mente atormentada...por isso a obsessão pelas palavras e prosas do infortúnio da minha impaciência...um dia me curarão de sabedoria...luxúria e romance frase após frase...lamentos.

Puxa-me de novo !
Faz-me sentir abraçado...
Volto para o teu túmulo...cá fora a festa continua uma merda meu amor.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Objectos da Sociedade

Sémen vivo que deposito nos teus olhos , sorriem os fetos saudáveis mas cegos na correnteza dos meus pensamentos de pecado e duvida...adorável e visionaria ilusão, lança-me impunemente nas chamas do teu jazigo aprisionado desflorescido...promessas que nunca se cumprem na tua boca em flor , grita e condensa as tuas memorias no meu corpo mal criado...quero ser julgado nas correntes do passado.

A minha forma calma mata a minha alma atormentada nos corredores frios da saúde...tranco as portas da vergonha mas todos os lugares possuem espelhos para me ver...
Desejos perdidos...
Solidões e loucuras...
Nem luz nem amargura...nada evade a minha mente , apenas a suave triste saudade.

Abrem-se os céus , aparecem os primeiros raios de sol...
Eu tonto e louco enjoou o dia , nada sinto ao analisar a minha vida...
Ando a morrer...

Funde-se a minha dor
Alma doente que não conhece o amor
Eternamente pálido no olhar dos mesmos dias sem cor
O tédio evade o tempo perguntando o seu valor...

Este chão que piso transforma-se na areia fina sei sabor
O cheiro comanda a vida , o sonho desfaz o pesadelo em redor
As telas escorrem tintas de sangue em planícies verdes
Assim fujo cercado pelo imenso mar naufragado no olhar...

Objectos da Sociedade dominadores da Terra...perguntam-me o que faço aqui ?

Apenas lhes respondo que observo e invejo as suas vidas frenéticas e o seu pensar de pedra...

Troco-lhes os tempos...lanço a calamidade natural e trágica !

E quando a morte chegar...apenas dirá-lhe eis que nada foram.

domingo, 29 de agosto de 2010

Feridas Negras

Demónios e Necromantes estão entre nós enquanto dormimos solitários nas florestas perdidas... Chamamentos e nevoeiros calmos espalham-se pelas terras gélidas da manhã , guerreiros no cimo de pequenas colinas surgem com as suas sombras e raios de sol enfraquecidos.

Pântanos sedentos deixam para trás os objectos da tortura , caminho lentamente por águas quentes e misteriosas...ferida de Deus anuncia ventos libertinos trazendo consigo o cheiro da peste agonizante da historia...

Corvos pendurados e seus curativos de morte...já nem covas com cadáveres nem corpos queimados anunciam a nossa chegada...mulher de olhar astuto renunciando a oração...assim por entre festins do tempo cai a noite e renasce o luar...

Nesta noite eu conheço a tristeza , sofrimento que adormece os meus sentidos...mato lentamente a espera numa impune lamina que trespassa um amor amaldiçoado...maldição dos propósitos da vida que fazem passar os meus anos.

Torno o meu coração insensível envolto de sombras e historias passadas de amor de ódio e vingança...erguemos a espada em nome de Deus tentando entender o poder da oração e salvação...bruxas de olhar assustado assim sejam relembradas nas minhas memorias queimadas !

Busco a verdadeira cega de paixão...aquela que um dia caminhara nos cantos desconhecidos do meu coração...

Sim tu !

Traição de mulher amada , pois entendo cada ferida negra do teu corpo que se aconchega num caixão de madeira velha...

Apodrece a minha alma enquanto crescem os teus cabelos de insanidade , espero mais um dia e outro dia...quando estarei junto a ti ?