sábado, 3 de março de 2018

Abriendo así las puertas de una mente emocional toxica...recaí sobre mí viniendo de un tiempo desconocido y distante todo ese peso de las enfermedades interiores de mi alma vacía que desconozco...tal vez invertido y más pesado que el cielo.



El Viento Sopla fuerte como uno pressagio...seis Iglesias lanzan sus canticos y las puertas baten ferozmente...los más osados abrirán y los más reprimidos comerán hostias y frutos prohibidos...serán sólo tinieblas de la mente nuestra prisión eterna y desesperanzada que ve en mí siempre un libre rayo de luna en el arco iris al desvanecer.





sábado, 10 de dezembro de 2016

O Cais da desgraça

Vivendo nas profundezas como memoria de peixe...alimentando-se da solidão esperando as horas mortas vagas no seu coração , correntes do sub-solo acumulando tristeza pelos cantos da eternidade dum malfeitor e suas entranhas de sufoco , sou a merda terrestre que ninguém quer...não me afundo.

Descanso em paz a minha mente...talvez seja apenas um sonho ou uma vida sendo essa certamente como mar...sem repousar e sempre com as suas voltas e circuitos de maldição que nos puxa para dentro dele envolto de verdade e razão profunda de alguma existência , espumando raiva e ódio sou abruptamente sucumbido para longe do meu orgulho deixando-me livre mas solitário... fraco e com olhos esmorecidos sem puder alcançar algum tipo de horizonte.

A mesma visão de uma alma atormentada e prisioneira de sonhos perdidos...cais da desgraça entre gaivotas pacificas e sem sentimento esperando alcançar um farol perdido ao entardecer.

Esses dias cinzentos frios de apatia e falta de gloria conduzem-nos aos pensamentos fracassados de tédio sem nenhuma identidade toque ou afeto...pessoas que desistem , talvez sempre tentaram por tempos incertos revelando-nos cada vez mais a constante decadência da condição humana...desvanecida no final por entre brumas e memorias.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Gélidas mãos 
pálido e suave olhar triste pesado nas veias condensadas de dor...
Sabedoria das memorias antigas ,
Perdidas...
Vagueando pelas margens dum rio preto rodeado por plácidas neves , desfocadas na consciência fria da solidão...

Os perfumes são como memorias...
As pessoas evaporam-se...as memorias ficam , porque será que não sinto os seus cheiros ?

Caí a noite...
Ódio , irá !
Sombras aprimoradas pelos caminhos da salvação reflectidas no meu rosto por uma vasta cor vermelha de suores vespertinos que me banham de razão inútil...
Perigoso
Submisso
Reactivo matando de vez o meu ridículo e a vossa estupidez.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Sombras e Névoas

É como uma sombra e névoa que assim o tempo passa...amem ou odeiem pela mesma proporção porque a ideia não é morrer jovem...vi uma vez uma coruja pousando junto à berma duma estrada , perto dum cemitério...é um aviso para paráramos e reflectirmos...estarmos atentos à vida , aos sinais em nosso redor porque a verdade é que morte pode vir a qualquer momento sem nada sabermos sussurrando pela noite...camuflada pela manhã...sacrificada ao entardecer , seguindo o nosso caminho e pegadas através dos tempos.

domingo, 9 de novembro de 2014

Escritos II


As danças e o seu progresso...
Deuses admirando a fogueira do conhecimento como velhos sábios tolos , desejos transformados em realidade no reino da luz , lutas enfadonhas contra o diabo e o seu sangue derramado... , perdemos tempo demais a trabalhar a nossa ascensão e queda.

Arcadas esquecidas , cortinas corridas , ver ou não ver é a questão que nos impõem.

Feitiço conjurado...
Evocamos agora a criatura espiritual...essa pérola de fogo de olhos espelhados divina e reluzente...não sonhem , sejam.

Labirintos...
Na memoria da serpente jaz o mundo...o tempo é um circulo de eternidade definido pelo meu próprio limite do tempo...homens fracos e sem inspiração alcançam os dias da infinidade.

A visão da minha Geração...
Geração do vazio
Nem amor ou ódio no seu beijo de morte...

Eles vão ocultar sempre as sombras
O sol e a sua verdadeira sombra...
A sombra desta época...esqueci-me de comandar a minha própria vida , ruas deprimem...eu sou apenas um lugar vazio.

Vou-me alegrar e sorrir por instantes...ainda tenho as luzes da noite só para mim...saudemos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Escritos


Os ventos sopram nesta manhã intensa e nublosa no alto da montanha solitária e triste como o irromper da aurora , guio por estas estradas de visão fosca e decadente na mais pura silenciosa mente vazia e entorpecida...acompanha-me ó rapariga nesta minha jornada por medos desconhecidos no teu olhar tão negro envolto do meu identificado por almas esquecidas.

Concedo-te as minhas palavras...serei eu sempre um homem de palavra ?

Amo a tua húmida face oculta na derradeira estrada molhada por entre vísceras do desconhecido...pórticos do medo são o meu norte no teu rosto reflectido por quartos onde todas as coisas jazem...és a minha puta selvagem...delicada , cega dum olho e prisioneira dos meus sonhos que toda a verdade ilumina , podia eu olhar em redor assustado pelo submundo dos bosques mas apenas quero parar por momentos e dar forma ao mundo que navegamos , estaremos nós raramente enrolados no sonho da madrugada tão clara como a pálida noite escura...?

Relembro o contra-senso do teu sorriso temendo a morte por horas incertas nestas melodias que nos perseguem...são os sons das águas virgens no horizonte...perdas e danças mortuárias penetrantes de contradição , elementos da terra recolham-me por mantos de eternidade negra e profunda enquanto as minhas vestes são enterradas no reino dos ossos.

Ó rapariga...Ó mente atormentada...por isso a obsessão pelas palavras e prosas do infortúnio da minha impaciência...um dia me curarão de sabedoria...luxúria e romance frase após frase...lamentos.

Puxa-me de novo !
Faz-me sentir abraçado...
Volto para o teu túmulo...cá fora a festa continua uma merda meu amor.