quinta-feira, 21 de maio de 2009

Perdidos no vento


Na companhia da TV das cores variáveis
Num quarto abençoado e calmo...
Jesus num canto sagrado vigia o meu corpo
Que jaza no reino do medo numa corda ao balançar pela noite...

Balança...dança atrás das cortinas brancas
Como crianças inocentes na minha visão...
Um pouco desfocada ao tentar conseguir alcançar muros...
Janelas imóveis no céu lunar por vezes iluminado...

A vida como afinação num candeeiro regular da minha mente...

Anjos...

Presos...

Correntes que sustentam o seu corpo sem asas...

Apenas resta um !

Algures parado no meu carro , permaneço quieto e pensativo...
O vento sopra neste dia e hora estranha...
Pássaros que passam na minha visão rápida !
Acompanhada num Mundo só meu...

Olhar atento !

O vento caminha em espaços livres...
Como a beleza duma rosa colorida duma só cor interior
Presa em gradeamentos de pontas afiadas !

A casa onde a loucura bateu à sua porta...
Estou apenas dois passos atrás do seu seguimento.

Desconectado...
Triste...não vejo o Mundo como dantes...
Apenas bastou uns minutos...
Para mudar a percepção dos meus sentidos !

Sentimentos e sensações...

Tento segurar as minhas pálpebras !
Que se fecham ao ritmo do sono que sinto...
Seguro a caneta nestas linhas perfeitas...no caderno que aparo.

O meu corpo seco precisa duma poça de agua...
Para criar lágrimas que pretendo soltar !
Estou cansado...não tenho a força...
Agarro-me a paixões ilusórias...
Para alimentar prazeres gratificantes.

O meu Mundo é diferente...Sou Humano !
Como tantos outros...mas perdi...
Perdi o sentido do tempo , da vida , dos dias...

Tenho medo que seja sempre tarde demais...

Tu não vens...

Tu não chegas...mas não faz mal !

Eu esperarei eternamente por ti.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sangue gelado




Morto numa costa motivado pelo festim...
Dádivas danças na noite madrugadora...
Ataques com venenos ferrados na pele...
Ofensas e decapitações bizarras...
Loucas deslocações geladas nos chifres do unicórnio.

Misterioso...estranho ! Fodam-se todos...

Limitado nos rasgos da minha língua enganadora
Para afastar os meus inimigos...

CORRAM !

Saiam do portão enquanto é tempo...

Ajudem-me ! Fodam-se todos...

Sugadoras de sangue...Querem ?

Cabras , Ovelhas , Vacas !

Quero-me esconder na tua boca maliciosa...
Deixa-me Crescer...para me libertar da destruição !
Grutas...escondem-se parasitas alegres ao adormecer...

Silencio !

OS DENTES AFIADOS NÃO CAUSAM DOR...
NAS ASAS PRETAS SELVAGENS DO MEU RANCOR...

Tremo...

O sangue esta quente no meu corpo , mas tenho tanto frio...
Não percebo este coração independente...

TRATO-TE MAL ?

OH MENTE !

Trabalha para descobrir os caminhos iluminados...
Numa rua que não brilha...
Entre Deus e o Diabo...venha o animal e escolha !
Nunca tive asas , mas já voei bem alto...

A queda é..................e sempre será !

Amor estas tão frio !

Eu sei , são lágrimas minhas...

Amor estas tão gelado !

Eu sei , são lágrimas tuas...

Amor !

Eu sei , são lágrimas de sangue...

Desculpa a minha respiração irregular...
Ainda ouves o bater do meu coração enquanto durmo...
Sinto-me envergonhado...

Amavas-me...?

Fico ou vou...?

Eu fugi ! mas tu não conseguiste agarrar-me...

Desculpa...

Não consegui manter a chama em noites frias na tua cama.

sábado, 9 de maio de 2009

Dança severa


Mente descrente...
Ao cimo do penhasco , ando lentamente ao ritmo do passado.

Balanço e estremeço num raio de sol afastado...

Bate na face da minha sombra soluçada...

Vem...
Vem...

Vem como danças de amor...

Curva-te na forma do teu corpo...

Dança...
Dança...

Dança na minha frente...

Sexo peludo esconde orifícios de prazer...

Vem-te como a louca alma de Vénus...
Sente o sabor na tua língua...o Sexo invertebrado !

Dança...
Dança...

Ao som duma severa Medusa Arrepiante.

Monumentos de loucura


Vou a caminho movido pela força do ruído
Contínuo dos motores do autocarro...

A luz...
Não encontro , ela não existe neste espaço...
É negra e quente com janelas foscas pelas maus brancas
Em busca de auxilio.
Lentamente segue os nossos corpos em quatro rodas
A estrada quente...som de fundo dos pneus
No asfalto regular da mente Sã.

Estou a chegar...
Estou perto de alcançar o meu repouso merecido...
Sinto a terra a tremer...
Sinto as folhas a serem pisadas e quebradas...
Neste prenuncio silencioso e solitário de verão.

OH MEU DEUS !

Que miragem...que Monumento me mostras !
Muros brancos e janelas altas , portas gigantes !
Escadaria curta e piso plano para doentes mentais...
Humanamente perdidos no seu Mundo tolo desconhecido.

OH MEU DEUS !

É tão belo e só , escondido num canto só meu...
Esperei tanto tempo para me encontrar !
Com o teu castigo imposto sobre mim na Terra...

Sabes para onde estou a olhar ?
Sabes no que me estou a transformar ?

Olha a minha visão em frente a esta cura que me deste...

Um Sanatório...

Outrora rosa mas agora branco...
Estou curioso de saber...como será o seu interior !
O Tempo perdeu-se...erguem-se árvores à nossa frente...
Tapam e criam sombras nas paredes numeradas...

7 , 49 , 20 , 61 , 124...

Qual será o meu quarto...cela aprisionada na minha mente...
Corrente como a agua que um dia foi tão purificada
No meu corpo Jovem e alegre.
Podemos entrar , mas já não podemos sair...
Podemos sair...mudar mas nunca realmente ficar.

As cores não consigo alcançar...

Preto e Branco é perfeito...
Mas gostava de ver espectros dançantes
Quietos em sofás antigos como figuras de morte !
Nos meus pesadelos em tempo real...
Eles mal ou bem são a minha única companhia.

Ando lentamente pelos corredores adormecidos e escuros...
Luzes brancas intermitentes...
paredes gastas em sebo sujo pelas entranhas respiratórias...
Azulejos Frios...Correntes giratórias , o cheiro do metal...
Cortante e duro no toque das minhas mãos !

GRITOS DE DEMÊNCIA !

Na espiral da minha alma...gemidos de dor pálida no meu olhar.

Eu estou aqui , eu fico aqui...
Adormeço , descanso...

As vezes a melhor forma de permanecer são é ficar louco.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sonhos dementes


Tenho medo...o corpo tenso no receio doente !
Sonho pouco racional...
Surgem imagens vindas sem sequência...
Surgem mistérios e códigos de demência...

VEIAS ! façam-me acreditar na minha vivência...façam-me chorar...
Preciso do suor e do calor ao acordar.
Ainda é cedo , sono leve na manhã que não sinto...
Qual será a fase em que a ilusão esta crente da sua realidade.

Que face busco ?

Será o rosto perdido...
Será o rosto escondido...
Serás tu ?

Adormeço vagamente ao sabor do inferno...
Calmo...
Devagar por cima de ti...acaricio os teus seios...
Puxo delicadamente os teus cabelos...
Beijo-te continuamente e faço Amor contigo.

Botas da tropa com atacadores desapertados.
Laçarotes presos atrás !
Estranho pavilhão...
Bancadas de pedra , avisto subir algo na minha frente...

TENHO MEDO DE TOCAR NESSE OBJECTO DESCONHECIDO !

Medo...Rostos familiares...
Homens que me parecem ser os furiosos do Rock.

Querem Juntar-se para me matar , eles são calculistas...
EU TAMBÉM !
Procuram o momento oportuno , não quero fugir !
Não posso fugir...

Agora acordei...é mais um dia para viver e acreditar que consigo sobreviver.

sábado, 2 de maio de 2009

A sombra não morre...

Encontrei a minha sombra perdida numa calçada por Lisboa...

Perguntei-lhe ! precisas de ajuda ?
Ela respondeu...faz-me um pouco de companhia amigo...
Respondi...lamento mas não posso , escolhe outro...
Que foi ! não gostas do que vês...

Desculpa tenho de ir , já fugi de ti há muito tempo...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Rosto perdido


HORAS...estou aqui !

Surgi parado...
Perdi algo , estou a perder algo...

O caminho , tenho medo mas estou a avançar sem demora

Sou aquilo que vês , o toque sempre será frio...
Perdido e afastado...
venham descobrir o meu abrigo num porto escondido

Tantas coisas para ver...
Tantas coisas para saborear...
Tantas coisas para sentir...

Mas nenhuma aonde me agarrar...

Perdi algo...
Perdi algo...

O caminho são reflexos sob um vidro dum carro
Limpo e brilhante pelo o olhar das árvores...
Quero andar , mas não quero subir
Quero descer para voltar a cair
Ajuda-me a perder algo...
Ajuda-me a encontrar-me...

Mas perdi algo pelo caminho

Será sempre assim...sempre soube que sim
Um dia chegou o fim...

Perdi o teu rosto.