Adormeço lentamente , a minha mente viaja num passado curto por instantes ,
Por momentos pensei estar preso num sonho...
O escuro dum quarto , outrora pesadelos em tempo real...tão frio e solitário como certas madrugadas...portas de madeira que se abriam em tempos de felicidade , era apenas uma criança querendo colorir o seu próprio mundo.
O medo por vezes faz-nos sentir tão vivos , lutando com o nosso interior e abafando os caminhos de dor...
Este espaço já foi meu , neste espaço já vivi...acordo fraco e caminho na direcção da porta , mesmo ao lado encontra-se outra divisão e não sei se ela me faz sentir confiante ou atormentado.
Ao longo da minha visão e bem abaixo dos meus olhos vivos existe um corredor...tapete movediço criando ondas subjugadas nas rochas perdidas do presente , são os anos que passam...
Eu tenho medo de pisar , pois curtos caminhos por vezes são difíceis de atravessar e muros interiores são por vezes imperceptíveis...
Quero acordar mas este sonho leva-me...prende-me fazendo-me sentir confuso e sem saber em que local me encontro.
Acordo !
Mas
Estes pensamentos puxam-me para um fundo sem fim...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
Aos comandos da vida
Pearl Jam - Indifference

As marcas na pele numa posição morta em redor deste céu vermelho...
Elas formam caminhos numa corrente sangue que se esvaia com o passar do tempo
Olhar de cinza negro
O rosto pálido da noite
Analisam-se os acordes na recta final dos nossos dias...
Esbate-se a veia do cansaço , o retorno da noite em fogo posto...
Zumbido ardente da canção...vozes apressadas , se escutar-mos com atenção este lume fala connosco.
Curta metragem do pensamento , alinham-se os corpos em tempestades do mal...
Será verdade a razão do tempo ?
Chuva de cinzas reinventam-se na historia da humanidade...
Tempo leve e pesado , as nossas vidas ancoradas na escuridão
Sou tão livre como uma pena delicada que segura a minha mão
Corrente de palavras vagueiam na minha mente...
Ao longo desta estrada surgiram sonhos e mitos , terei concertos inteiros na minha cabeça...?
Será tarde...a minha vida esgota-se.
A todo o momento abafo um sentimento que surge , por vezes engano e nego o amor...a única fonte da minha salvação.
Acreditar na esperança aos comandos da vida
Assim sou eu...uma parte desconhecida que me mantém vivo , mas que me domina.
Dominando a vida dominamos a morte...não tenho a certeza disso.
Prevejo a morte em sonho , sei como ela actua nos nossos sentidos...
Podemos sentir a imortalidade em certas alturas do tempo..é um sentimento poderoso , porém enganador.
O dia dá oportunidade à noite para se mostrar
Mas a noite não espera nem gosta da madrugada...
Toda a luz que surge é como uma primeira vez
Só percebe a sua pureza quem um dia nela se desfez...
Por vezes nada me diz...
Tenho medo de ficar , tenho medo de partir...
As marcas na pele numa posição morta em redor deste céu vermelho...
Elas formam caminhos numa corrente sangue que se esvaia com o passar do tempo
Olhar de cinza negro
O rosto pálido da noite
Analisam-se os acordes na recta final dos nossos dias...
Esbate-se a veia do cansaço , o retorno da noite em fogo posto...
Zumbido ardente da canção...vozes apressadas , se escutar-mos com atenção este lume fala connosco.
Curta metragem do pensamento , alinham-se os corpos em tempestades do mal...
Será verdade a razão do tempo ?
Chuva de cinzas reinventam-se na historia da humanidade...
Tempo leve e pesado , as nossas vidas ancoradas na escuridão
Sou tão livre como uma pena delicada que segura a minha mão
Corrente de palavras vagueiam na minha mente...
Ao longo desta estrada surgiram sonhos e mitos , terei concertos inteiros na minha cabeça...?
Será tarde...a minha vida esgota-se.
A todo o momento abafo um sentimento que surge , por vezes engano e nego o amor...a única fonte da minha salvação.
Acreditar na esperança aos comandos da vida
Assim sou eu...uma parte desconhecida que me mantém vivo , mas que me domina.
Dominando a vida dominamos a morte...não tenho a certeza disso.
Prevejo a morte em sonho , sei como ela actua nos nossos sentidos...
Podemos sentir a imortalidade em certas alturas do tempo..é um sentimento poderoso , porém enganador.
O dia dá oportunidade à noite para se mostrar
Mas a noite não espera nem gosta da madrugada...
Toda a luz que surge é como uma primeira vez
Só percebe a sua pureza quem um dia nela se desfez...
Por vezes nada me diz...
Tenho medo de ficar , tenho medo de partir...
sábado, 21 de novembro de 2009
Navegar é preciso...
Ventos de mudança erguem-se em redor destas noites frias ancoradas no meu corpo...
Pulsação...
Respiração...
O medo absorve o meu olhar como a madrugada o sereno silencio.
As primeiras horas da luz do dia são como pequenas lembranças desfeitas nas noites de solidão...assim posso caminhar rumo a um destino que não encontro.
Queria tanto abraçar um sentimento de outrora...os ruídos da rua já não provocam os meus ouvidos , Gentes e pessoas não atormentam mais o meu passado.
O Mundo parou para mim , gira em torno apenas em mim alguns sonhos e conquistas , pois não me canso dos meus ideais...
A fobia é a minha companheira
Que prende e faz-me avançar
Sinto próximo e tão longe
Aqueles que quero amar...
Pulsação...
Respiração...
O medo absorve o meu olhar como a madrugada o sereno silencio.
As primeiras horas da luz do dia são como pequenas lembranças desfeitas nas noites de solidão...assim posso caminhar rumo a um destino que não encontro.
Queria tanto abraçar um sentimento de outrora...os ruídos da rua já não provocam os meus ouvidos , Gentes e pessoas não atormentam mais o meu passado.
O Mundo parou para mim , gira em torno apenas em mim alguns sonhos e conquistas , pois não me canso dos meus ideais...
A fobia é a minha companheira
Que prende e faz-me avançar
Sinto próximo e tão longe
Aqueles que quero amar...
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Santuário
Acordo desfeito e angustiado nesta noite fria...
Luzes que não sinto em sombras perdidas
Intermináveis minutos impacientes
Risos elevam-se no topo das árvores , abaixo o nevoeiro sustende o longe o meu olhar...
Ecos do fim proclamam partidas longínquas nas florestas perdidas...
Santuário e um velório passado num caixão , ainda posso sentir o frio desse dia...
Ainda sinto a calçada fresca e o cheiro dum ar desconhecido.
A chuva dum funeral
A terra que chora
Mulher de joelhos
O sofrimento da perda
Virando as costas
Corações quebrados
Lugares esquecidos
Vazios ancorados
Luzes que não sinto em sombras perdidas
Intermináveis minutos impacientes
Risos elevam-se no topo das árvores , abaixo o nevoeiro sustende o longe o meu olhar...
Ecos do fim proclamam partidas longínquas nas florestas perdidas...
Santuário e um velório passado num caixão , ainda posso sentir o frio desse dia...
Ainda sinto a calçada fresca e o cheiro dum ar desconhecido.
A chuva dum funeral
A terra que chora
Mulher de joelhos
O sofrimento da perda
Virando as costas
Corações quebrados
Lugares esquecidos
Vazios ancorados
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Some words...
Rostos perdidos como cânticos aveludados
Segue esplendor o som nos solos quebrados...
Numa rua iluminada posso ver as sombras no meu caminho
Criaturas da noite analisam-me com tristeza e desalinho
Nas correntes da solidão submerge uma vela
Provocam-se os meus sentidos esmorecidos
A sua luz ilumina alma através do olhar
Como o pálido e frio sabor da noite que me leva a segredar
Sentimentos desconhecidos neste vazio ao acordar
Mundo sem sentido nem magia que um dia pretendemos encontrar
Sem Textura
Sem Brilho
A Terra desfeita em mil pedaços de loucura !
Bem no fundo surge uma voz dentro de mim
Procura navegar sem norte
voz num só grito...
voz num só forte...
As teias finas que me envolvem de solidão
solidificam no meu coração
Purifica-se o sangue
O meu olhar coagula
Cegando-me sem piedade ás portas da loucura
Fugaz sentido a verdade cega
O Passado
O Presente
e
Futuro...
A cada sinal de aviso numa mente fantasiosa
Procura arranjar sentido para uma vida pavorosa
Cada canto e cada espaço da nossa idade
Reflecte sedimentos irreflectidos
Como brandas memórias e saudades
Como sentimentos perdidos...
Segue esplendor o som nos solos quebrados...
Numa rua iluminada posso ver as sombras no meu caminho
Criaturas da noite analisam-me com tristeza e desalinho
Nas correntes da solidão submerge uma vela
Provocam-se os meus sentidos esmorecidos
A sua luz ilumina alma através do olhar
Como o pálido e frio sabor da noite que me leva a segredar
Sentimentos desconhecidos neste vazio ao acordar
Mundo sem sentido nem magia que um dia pretendemos encontrar
Sem Textura
Sem Brilho
A Terra desfeita em mil pedaços de loucura !
Bem no fundo surge uma voz dentro de mim
Procura navegar sem norte
voz num só grito...
voz num só forte...
As teias finas que me envolvem de solidão
solidificam no meu coração
Purifica-se o sangue
O meu olhar coagula
Cegando-me sem piedade ás portas da loucura
Fugaz sentido a verdade cega
O Passado
O Presente
e
Futuro...
A cada sinal de aviso numa mente fantasiosa
Procura arranjar sentido para uma vida pavorosa
Cada canto e cada espaço da nossa idade
Reflecte sedimentos irreflectidos
Como brandas memórias e saudades
Como sentimentos perdidos...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Apenas eu...

Aghast - Enter The Hall Of Ice
Aghast - Totentanz
Apenas eu...
Choro por dentro...
Olho e reflicto sobre a minha imagem...
Os sons do fim...invocação das trevas...trilhos de agonia.
Olhos que vendem
Olhos que matam
Olhos que beijam
Olhos que tratam
Quem deseja colaborar para a refeição desta noite ?
Apenas eu...
Quando chorares eu chorarei
Onde dormires eu dormirei
Quando sonhares eu sonharei
Onde morreres eu morrerei...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Olhos vendados
Mente pesada
Olhar esgotado
Revolta e ira
Luar amado...
O fumo eleva-se no cimo dos corredores solitários ...
Tapetes silenciosos aconchegam os meus passos lentos,atrás de mim encontra-se um vasto desfocar da visão em portas e quartos secretos de paixão.
Almas perdidas destroçadas pelo tempo que as levou,lembranças e recordações desfeitas em pedaços de cristal na agua reflectida em cada canto só.
Rumos desconhecidos soprados por um vento calmo orientando-me por um caminho livre e sem destino...assim espero pelo abraço terno que envolve a noite.
Sem rosto...
Sem toque...
Eu não encontro a melodia perfeita no meu pensamento
Sem espaço nem tempo
Tudo caí no esquecimento.
As chamas dos sentimentos ardem fazendo cada lágrima secar ou ferver de dor,mas eu sou tão
pequeno e frio...arrasto-me constantemente para labirintos de incerteza e perco-me por veias pretas congelando olhares assustados...
As subtis pegadas na neve fresca aclamam baixinho o guardião da minha sanidade...
Tenho um pulso tão fino...
Tenho um braço tão leve...
As cortinas do tempo fecham-se nos meus olhos vendados...
Domino a dor os cortes e vidros quebrados...
Os palcos são surreais...
A luta das marionetas velhas
Cada fio um movimento num gesto de sofrimento...
Olhos vendados numa alma inibidora
Atado em frente ao publico !
Só penso em ti minha musa inspiradora.
Podemos rir...
Podemos Gozar...
Aproveitem esta ultima actuação , pois quando o pano vermelho descer...a festa acabará para toda a gente.
Olhar esgotado
Revolta e ira
Luar amado...
O fumo eleva-se no cimo dos corredores solitários ...
Tapetes silenciosos aconchegam os meus passos lentos,atrás de mim encontra-se um vasto desfocar da visão em portas e quartos secretos de paixão.
Almas perdidas destroçadas pelo tempo que as levou,lembranças e recordações desfeitas em pedaços de cristal na agua reflectida em cada canto só.
Rumos desconhecidos soprados por um vento calmo orientando-me por um caminho livre e sem destino...assim espero pelo abraço terno que envolve a noite.
Sem rosto...
Sem toque...
Eu não encontro a melodia perfeita no meu pensamento
Sem espaço nem tempo
Tudo caí no esquecimento.
As chamas dos sentimentos ardem fazendo cada lágrima secar ou ferver de dor,mas eu sou tão
pequeno e frio...arrasto-me constantemente para labirintos de incerteza e perco-me por veias pretas congelando olhares assustados...
As subtis pegadas na neve fresca aclamam baixinho o guardião da minha sanidade...
Tenho um pulso tão fino...
Tenho um braço tão leve...
As cortinas do tempo fecham-se nos meus olhos vendados...
Domino a dor os cortes e vidros quebrados...
Os palcos são surreais...
A luta das marionetas velhas
Cada fio um movimento num gesto de sofrimento...
Olhos vendados numa alma inibidora
Atado em frente ao publico !
Só penso em ti minha musa inspiradora.
Podemos rir...
Podemos Gozar...
Aproveitem esta ultima actuação , pois quando o pano vermelho descer...a festa acabará para toda a gente.
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